Em reunião com laboratórios que representam o imunizante, a agência pediu acesso ao banco de dados dos estudos clínicos

A Sputnik é aplicada em duas doses, com intervalo de 21 dias, e tem 91,6% de eficácia

Em reunião realizada nesta terça-feira (23) com representantes da União Química e do Instituto Gamaleya, da Rússia, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) discutiu os pontos pendentes para que o pedido de uso emergencial da vacina Sputnik V seja avaliado no futuro.

A agência informou, por meio de nota, que entre os pontos de destaque estão a falta de dados sobre aspectos de caracterização, produção e controle de qualidade do imunizante, além da linha de produção da vacina na Rússia que precisa ser identificada no processo.

“O acesso ao banco de dados dos estudos clínicos faz parte da avaliação da Anvisa para possibilitar melhor entendimento sobre como os dados clínicos foram gerados e analisados”, diz a nota.

Ainda segundo o comunicado, os representantes da União Química afirmaram que os dados serão providenciados antes que o laboratório solicite o uso emergencial da vacina.

No último dia 12, o Ministério da Saúde assinou o contrato para receber 10 milhões de doses da vacina contra a covid-19 que serão importadas da Rússia pela União Química. No entanto, para que seja aplicada na população, o imunizante precisa da liberação de uso emergencial ou do registro definitivo concedido pela Anvisa.